Mercedes Urquiza: a primeira estrangeira que se mudou para Brasília
- Marcelo Dias

- 18 de abr. de 2024
- 3 min de leitura
Atualizado: 22 de abr. de 2024

Em uma narrativa que entrelaça pessoal e histórico, Mercedes Urquiza convida seus leitores a uma nova jornada pelo coração do Brasil em seu segundo livro "A nova trilha do Jaguar: de Brasília, Minhas Memórias" (Tagore Editora).
Assim como a capital foi emergindo do Cerrado, as memórias de Urquiza emergem, revelando não apenas a história de uma cidade, mas também a saga de uma mulher que fez dessa história a sua própria.
Aos 18 anos, Urquiza deixou sua Argentina natal em um impulso de juventude e esperança. Com seu companheiro de vida e um jipe carregado de sonhos, ela partiu rumo ao desconhecido. A capital brasileira era então apenas um projeto audacioso, uma promessa de futuro no coração do país. Mas para Mercedes e seu jovem marido, era a oportunidade de começar uma nova vida.
A aventura que começou em 1957, quando Brasília era apenas uma ideia ousada, transformou-se em uma existência inteira. Mercedes não apenas assistiu ao nascimento e crescimento de Brasília, mas também se estabeleceu, formou uma família e se entrelaçou com o desenvolvimento da cidade.

Seu primeiro livro, "A Trilha do Jaguar - na Alvorada de Brasília" (esgotado) é um testemunho dos primeiros mil dias da capital e lança um olhar íntimo sobre o que significa construir uma vida em meio à edificação de um sonho nacional. Ao longo das páginas, a autora revela episódios que são ao mesmo tempo parte da sua história pessoal e da história coletiva de Brasília. Seu relato é um mosaico de aventuras, desafios e encontros que refletem a magnitude da tarefa de edificar uma cidade do zero.
A capital foi erguida por mãos de homens e mulheres que, como Urquiza, deixaram suas marcas na terra vermelha do Planalto Central. Eles não apenas construíram estradas, edifícios e instituições, mas também amizades, famílias e memórias.

Uma dessas amizades inusitadas acabou gerando um dos mais incríveis acervos de fotos da construção de Brasília. Mercedes era uma das únicas pessoas que falavam inglês e por causa disso, ficou responsável por acompanhar o premiado fotógrafo sueco Åke Borglund, que eternizou a epopeia da construção de Brasília através de suas lentes. Anos depois, ele doou várias dessas fotos para Mercedes, que compartilhou essa visão única de Brasília com o público em "A Trilha do Jaguar".
Se em seu primeiro livro Mercedes contou como foi o "sonho" de Brasília, em seu segundo, ela conta como foi a realidade. Como protagonista e testemunha, ela narra episódios que fizeram Brasília se tornar, de fato e de jure, a capital do Brasil.
À medida que Brasília celebra mais um aniversário, "A nova trilha do Jaguar: de Brasília, Minhas Memórias" surge como um tributo à cidade e às pessoas que a construíram. É uma obra para ser lida e apreciada por todos aqueles que se interessam pela história brasileira, pela força do espírito humano e pela beleza que emerge quando sonhos se tornam realidade.
"A Nova Trilha do Jaguar" é mais que um livro; é um convite para explorar as raízes de uma das mais ousadas empreitadas urbanísticas do século XX através dos olhos e da vivência de Mercedes Urquiza. Para os entusiastas da história brasileira, para aqueles que admiram o espírito pioneiro e para os amantes de narrativas pessoais entrelaçadas com momentos históricos, este livro é uma leitura indispensável.
Ao folhear suas páginas, os leitores não apenas descobrirão a história de Brasília, mas também conhecerão a força e a paixão de uma mulher que viu uma capital surgir da poeira e se tornar seu lar. Com seu relato, Mercedes nos ensina que a história de um lugar é, sobretudo, a história das pessoas que o constroem e amam.
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